• Fraturas da coluna

    Fraturas da Coluna

    O que é?

    As fraturas da coluna torácica e lombar são as mais comuns do esqueleto axial, correspondendo a 89% das fraturas da coluna. Dois terços delas afetam a região de transição toracolombar (T12-L1), devido à biomecânica dessa área. Aproximadamente 40% dos pacientes com alterações neurológicas apresentam fraturas nessa região.

    A coluna é uma estrutura complexa, na qual ligamentos e músculos são fundamentais para a estabilidade e para a proteção da medula espinhal.

    A coluna torácica e lombar é formada por vértebras, discos intervertebrais e articulações que trabalham em conjunto para sustentar o peso do corpo e permitir o movimento. A região de transição entre a coluna torácica, mais rígida e presa às costelas, e a lombar, mais móvel, concentra maior carga mecânica, o que explica a maior frequência de fraturas nesse ponto.

    As fraturas podem ser classificadas de acordo com o padrão da lesão. As fraturas por compressão, mais simples, afetam apenas a parte da frente da vértebra. Já as fraturas do tipo explosão (burst) atingem também a parte posterior do corpo vertebral e podem projetar fragmentos ósseos em direção ao canal onde passa a medula.

    Existem ainda as fraturas-luxação, mais graves, em que há também deslocamento entre as vértebras. Essa classificação ajuda a entender o grau de instabilidade da coluna e orienta a escolha do tratamento.

    Quais são os principais sintomas?

    Sintomas iniciais

    Logo após o trauma, o sintoma mais comum é dor localizada e intensa na região da coluna afetada, que costuma piorar com a movimentação e melhorar com o repouso. Pode haver dificuldade para se movimentar ou mudar de posição.

    Sintomas persistentes

    Quando há comprometimento neurológico associado, podem surgir formigamento, fraqueza ou alteração de sensibilidade nos braços ou pernas.

    Em casos mais graves, pode haver alteração no controle da bexiga ou do intestino, o que exige avaliação médica imediata.

    Principais causas

    Os principais mecanismos de trauma são quedas de altura e acidentes automobilísticos, com crescimento observado em acidentes com motocicletas nas grandes cidades.

    Há também aumento na incidência de fraturas complexas ligadas a acidentes automobilísticos e industriais de alta energia, mais frequentes em pacientes politraumatizados.

    Nesses casos, lesões associadas podem ocorrer em até 50% dos pacientes, lesões pulmonares em cerca de 20% e lesões abdominais em cerca de 10%.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico começa com exame clínico detalhado, seguido de radiografia da coluna. A tomografia computadorizada costuma ser usada para avaliar melhor a estrutura óssea, enquanto a ressonância magnética é indicada quando há suspeita de comprometimento da medula, dos nervos ou dos ligamentos.

    Durante o exame clínico, o médico também avalia a função neurológica do paciente — força muscular, sensibilidade e reflexos —, pois esse exame ajuda a definir se há ou não comprometimento da medula ou dos nervos, o que influencia diretamente a escolha do tratamento.

    Quais são os tratamentos?

    Tratamento clínico

    A grande maioria das lesões pode ser tratada sem intervenção cirúrgica, apenas com repouso e uso de coletes.

    O colete tem a função de limitar o movimento da coluna enquanto o osso consolida, e o tempo de uso costuma variar conforme o tipo de fratura e a evolução de cada paciente.

    Após a fase inicial, a fisioterapia pode ser indicada para auxiliar na recuperação da força e da mobilidade.

    Tratamento cirúrgico, quando aplicável

    Os casos em que há instabilidade e lesão neurológica costumam necessitar de cirurgia.

    O objetivo da cirurgia, quando indicada, é estabilizar a coluna e, quando possível, descomprimir estruturas nervosas afetadas, geralmente por meio da fixação das vértebras com parafusos e hastes.

    A indicação cirúrgica é sempre individualizada, considerando o tipo de fratura, o grau de instabilidade e o estado neurológico do paciente.

    Quando procurar um médico?

    Após qualquer trauma significativo com dor intensa na coluna, principalmente se acompanhada de formigamento, fraqueza ou dificuldade para caminhar, é recomendável procurar atendimento médico com urgência.

    Em acidentes de maior impacto, como quedas de altura ou colisões automobilísticas, a avaliação em pronto-socorro é indicada mesmo quando a dor parece suportável, já que algumas fraturas só são identificadas por exames de imagem.

     

    Perguntas frequentes

    Essa doença tem cura?

    O resultado depende da gravidade da fratura e da presença ou não de comprometimento neurológico. O tratamento e o prognóstico devem ser avaliados individualmente por um profissional.

    Quando o caso é preocupante?

    Sinais como fraqueza progressiva, formigamento, alteração de sensibilidade ou perda do controle da bexiga e do intestino indicam que o caso deve ser avaliado com urgência.

    Como prevenir?

    Cuidados no trânsito, uso de equipamentos de proteção em atividades de risco e atenção a condições que fragilizam os ossos, como a osteoporose, ajudam a reduzir o risco de fraturas.

    As opções variam conforme cada caso e devem ser discutidas com um profissional. Em esportes de contato ou de maior risco, o uso de equipamentos de segurança adequados também contribui para reduzir a chance de trauma na coluna.

    Observe como são complexas as estruturas ligamentares e ósseas da coluna cervical. Tudo isso é muito importante para a estabilidade e proteção da medula espinal

     

Features

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